quarta-feira, 29 de julho de 2009

Estilo pessoal: questão de ousadia?


(crédito de imagem: richardavedon.com)

Aproveitando o fato de estar de cama, sem muitas condições de fazer um outro post que queria publicar hoje, vou falar de uma coisa que tem estado na minha cabeça há muitos meses. Há um tempo atrás, fiz um post sobre neo-frugalismo e o guarda-roupa francês - aquela regrinha que define um certo número de peças essenciais em um guarda-roupa e postula que devemos trabalhar em cima desse conjunto adicionando poucas peças e acessórios a cada estação. Pois bem, é fácil escrever, mais fácil ainda falar, mas o meu guarda-roupa ainda estava lotado de coisas que eu não usava há séculos, e eu continuava vestindo apenas um número limitado de um universo considerável de peças. Segunda-feira foi o dia em que me livrei, sem dó nem piedade, de muitas peças que eu ainda guardava - na esperança de seriam usadas no futuro - e exterminei quase um terço do meu guarda-roupa.

Eu já tinha feito duas "limpezas" do tipo este ano, excluindo peças que não mais serviam ou que não se encaixavam mais no meu ideal de estilo, mas algumas peças resistiram, por motivos afetivos ou estéticos, e atrapalharam a organização daquelas roupas que realmente faziam parte do meu leque de opções para o dia-a-dia. Ainda há muita limpeza a ser feita, mas senti que, naquele momento quase catártico, compreendi totalmente a mentalidade "francesa". Estou realmente investindo em poucas peças, de qualidade, mas, acima de tudo, estou aprendendo a usar aquilo que já tenho. Tenho mania de comprar uma roupa e deixá-la guardada, intocada, às vezes até com a etiqueta da loja, durante meses, até anos. Nesta última limpeza, a primeira peça que peguei foi uma blusa de cetim de seda muito bonita, que lembra um pouco um pijaminha e estava no meu armário há, pelo menos, uns cinco anos - sem nunca ter sido usada. Ela foi uma das poucas peças que sobreviveram à triagem que fiz, e decidi que ela sairia do ostracismo dali por diante. Ontem a usei para o trabalho e me senti muito bem - era uma peça confortável, bonita e que tinha a minha cara, o meu estilo.

Mas por que não comecei a usar a blusa há mais tempo, já que ela é tão bonita? Simples: falta de coragem. Isso mesmo. Eu posso ser muito arrojada na hora de escolher uma peça, ou muito tradicional, mas, em ambos os casos, quando a peça chega em casa, dificilmente passa pelo teste do espelho. E a culpa não é da roupa - é de quem a veste. Mas uma das vantagens de estar um pouco mais perto dos 30 anos é perder esse tipo de pudor quase adolescente, que impede "ousadias" de estilo e permite uma visão mais madura sobre o estilo pessoal. Hoje eu sei exatamente quem eu sou e que tipo de roupa quero vestir, e isso me dá mais segurança para decidir o que usar e que peças entram no meu guarda-roupa. E também quais saem.



Um comentário:

... natasha ... disse...

Oi Juliana
Estava vendo seu blog e vi que vc faz muitas compras na internet
vi que vc pediu na Coastal Scents e eu gostaria de saber se ja chegou?
Pq muitas pessoas falam que nao tem problema, minha amiga ja pediu 2 vezes, sera q eh questao de sorte??
Meu e-mail eh natashinha_123@hotmail.com caso vc queira responder la pra ficar mais facil de eu ler e te responder.